O dia que me tornei membro da Voluptas

November 6, 2019

Está difícil controlar a emoção para escrever esse texto pois essa semana eu realmente fui surpreendida. Eu não esperava por isso...

O Coelho Branco era um sonho antigo mas que eu ainda não tinha colocado em prática pois só daria certo dentro de um grupo de pessoas preparadas para a complexidade dele. Não sei se conhecem, mas existe um provérbio oriental que diz que pessoas fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram pessoas fracas, mas pessoas fracas criam tempos difíceis e tempos difíceis geram pessoas fortes!

 

Passamos muita coisa nesse ano de 2019. Além das festas, do sexo e toda a diversão, tivemos momentos dificílimos onde fomos obrigados aprender a lidar. Membros que precisaram superar algum tipo de dor causada pelas ferida de algum desrespeito, conceitos transformados, egos feridos mas depois restaurados... E mais uma vez o provérbio oriental se prova verídico. Os fracos da Voluptas criaram para nós tempos difíceis, e esses tempos difíceis geraram uma sociedade forte que se apoia onde quer que estivermos, o que quer que façamos e quem quer que sejamos!

 

Finalmente vocês estavam prontos para o Coelho Branco!

Ele não é só uma pelúcia e não é só uma brincadeira de sacanagem. Ele é a representação de como devemos receber as pessoas e estar prontos para algo diferente. Vocês teriam a difícil missão de saber receber, mas também de saber oferecer. E eu realmente fui surpreendida, pois não poderia imaginar que seria desafiada pela minha própria criação, afinal, eu estava em uma posição cômoda e em uma zona de conforto bem mais que segura. Ninguém nos convidava para transar (seja lá por qual motivo for), e para nós estava muito bom ver vocês se divertirem. Na última festa inclusive, eu entrei no quarto para ser mera expectadora.

 

Quando o Casal BetoeMi nos desafiaram a receber o Coelho, eu pude reviver sentimentos de anos atrás, quando a Voluptas não passava de um sonho na minha cabeça; aquele frio na barriga, o medo de não agradar pelo jeito, corpo, idéias, cheiros... A necessidade de se fazer desejável e transpor seus próprios medos e receios. Experimentar aquilo que é novo.

Eu esqueci o que é ter receio de sentir ciúmes... Era fácil aconselhar vocês pois eu não passava por isso mais; eu esqueci como era isso. — Será que eu vou sentir ciúmes da Mi com o Ed?" Será que o Beto vai gostar de mim? Quem eu me tornei em todo esse tempo? — Fazia mais de um ano que eu não interagia com ninguém novo. Até então 2019 foi um ano de repetições com pessoas conhecidas, o que me fez parar de crescer sexualmente inclusive.

 

Que noite incrível que tivemos com eles...

O toque suave da Mi... o respeito deles conosco; o tesão de nós quatro. A forma como ela gemia com o Ed e o desejo que nos olhava; inexplicável!

O Beto me colocou de quatro, me penetrou e puxou meu cabelo como um homem de verdade faria. Na medida! Nem muito para querer me dominar, nem pouco com medo de me enfrentar. Enquanto eu sentia ele entrar em mim, ele massageava minhas costas me fazendo arrepiar dos pés a cabeça. Ele me fez gozar sem tocar em meu clitóris; somente com penetração. 

Eu pude me lembrar do porque eu não sinto ciúmes do meu marido no sexo. Porque nós realmente nos respeitamos muito e dividimos esse momento na medida para todos.

 

Agora teríamos que desafiar convidando alguém; não foi tarefa fácil. Algumas opções muito boas, porém quando se trata de sexo temos que ser sinceros. Química bate ou não bate, e sinceridade nisso é a única coisa que faz as experiências darem certo. Entendam, não é pessoal! Mais uma vez eu tive que relembrar como é ter que ir em busca da realização de um ideal, e dessa vez eu pude relembrar o motivo que me faz dar as palestras e o porque eu vou de cara limpa nas redes sociais lutar pelo nosso lifestyle. Abraçar gente nova que chega da forma certa, pra que nosso meio seja sempre sadio é como dizemos em hebraico, Tikun Olam, que significa "Reparar o Mundo"; é o seu papel na terra, na vida das pessoas ao seu redor e na sua vida! É o legado que você vai deixar quando for embora desta era.

 

Saímos com o Casal RoheRick que não conhecíamos, eram totalmente inexperientes no meio liberal, quinze anos mais jovem e nunca ficaram com outras pessoas que não eles.

Muitas conversas... Eu tentava ouvir com o máximo de atenção tudo o que eles me contavam. Dessa vez eu não opinava; apenas ouvia buscando abraçar a história que eles traziam pra mim. Eu me via na Roh anos atrás. Tão jovem, tão cheia de ânimo e alegria, tão cheia de expectativas, cachos no cabelo e tantas marcas a serem superadas. Enquanto ela falava e ria, em silêncio eu revivia um filme de muitos anos. Eu me lembrei de quando eu ficava horas com o Ed na beira de um córrego próximo do Parque Novo Mundo, quando saíamos do serviço. Quando eu tinha apenas 19 anos, atropelava minhas próprias ideais revolucionárias e como eu era uma "moleca" que falava e ria alto com meu All Star "azul' desamarrado que ele vivia mandando eu amarrar direito. Foi um presente reviver isso!

 

Fomos para a piscina e a coisa simplesmente aconteceu. Muitos beijos, toques, carícias... Todos leves dentro da água deslizando uns sob os outros. O passo certo parecia a cama, e lá fomos nós.

Era certo a troca; eles queriam e nós também, mas por quê ali, naquela hora? Já não era muita informação para eles? Com delicadeza eu trouxe o Ed para perto de mim e coloquei o Rick perto dela. Uma memória linda deles... O momento especial que os fará daqui alguns anos fazer o mesmo com um casal quinze anos mais jovem que eles. Temos tempo e eles também! Vocês tem tempo de se superar na hora e no momento certo, se tiverem que se superar.

Swing é uma descoberta diária de novas sensações e possibilidades, e ter medo de vivê-las é um erro, afinal, o máximo que pode acontecer é vocês não gostarem, não é?

 

E o Coelho Branco cumpriu o que prometeu... Não é só fazer rir... é conseguir rir junto! Esse é o segredo da felicidade e é por isso que a maioria dos palhaços são infelizes; é difícil não ter ninguém que consiga divertir você. Talvez você precisa se abrir para que alguém tente, e que as más experiências não impeçam de vocês tentarem algo novo, afinal, podem estar perdendo momentos como esses que eu vivi nessa semana.

 

Estamos poucos dias de uma incrível festa que irá unir um grande número de membros para algo novo. Não é um grande presente isso?

Aproveitem o Coelho Branco enquanto puderem sem medo! Ele vai mudar a vida de vocês, pode ter certeza!

 

Antes de dizer até breve, eu vou deixar uma música que vocês podem até achar engraçada quando começarem a ouvir...

 

Yeha-Noha (Desejos de Felicidade e Prosperidade) " é  cantada na língua Navajo pelo ancião Kee Chee Jake de Chinle, do Arizona. A música é uma versão de uma parte de uma lenda Navajo sobre um mito que descreve um jogo entre os animais diurnos e noturnos.

Os animais tinham que encontrar um sapato que continha uma bola de mandioca escondida. Quem a encontrasse ganharia um estado permanente da luz do dia ou da noite. A música descreve o lamento de gigante (Yé'iitsoh) na tentativa dos animais devolverem uns aos outros: ... shaa ninánóh'aah (você me devolve?) ... Yé'iitsoh jinínáá léi ' (... O gigante diz repetidas vezes ...) ... ninánóh'aah (... eu devolvo)! Eles não precisavam ser os únicos a ter o estado da luz. Eles podem passar adiante; entenderam o propósito do Coelho?

 

Nós recebemos um presente mas também vamos ter a oportunidade de presentear...

 

Como diz a letra da música, "Vamos eclipsar o sol e a lua, com o nosso ser espiritual e emocional, e deixe-nos transcender essas barreiras físicas e a negatividade que fizeram uma nação de um. Que o Criador nos conceda um grande sentido de unidade e de paz, que nós vamos continuar passar para o nosso povo, onde quer que eles residam.

 

Uma semana incrível para vocês! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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